Questões
CONDUZIR EM SHABAT
O Judaísmo Masorti (Tradicional) afirma que conduzir não é geralmente permitido em Shabat. No entanto, em resposta à dispersão geográfica dos Judeus , e à necessidade de assistir aos serviços de oração, o Comité de Lei e Padrões do Judaismo Conservador (Conservative Judaism Law Standards) examinou esta questão em 1950, e o Va’ad Halakha do Movimento Masorti examinou a mesma questão em 1991. Quatro decisões foram aceites, das quais três irão ao encontro da realidade judaica em Portugal e por conseguinte achamos ser aquela que deverá ser Padrão da Kehilat Beit Israel:
1) A participação pública dos serviços de Shabat é considerada como uma grande mitsvá à luz das condições modernas, desde que é indispensável a preservação da vida judaica. O valor positivo envolvido na participação pública do Shabat excede o valor de abster-se de andar de automóvel.
2) Apesar da forte dissuasão em não conduzir em Shabat como uma infracção clara de halachá, é possível que existirem casos onde um indivíduo será incapaz de viver acessivelmente à sinagoga / comunidade. Aqui estamos face a um dos dilemas confrontados por qualquer sistema moral - um conflito de valores. Dado uma escolha entre viagem no Shabat ou a negação total de participar nos serviços de Shabat e Festas, consideramos viajar como alternativa menos censurável.
3) A única forma de condução considerada deverá ser estritamente de e para a sinagoga directamente, e somente como forma de prevenir que a pessoa não fique privada de participar nos serviços e actividades de Shabat.
CONVERSÃO
Os rabinos Masorti/Conservadores seguem escrupulosamente a halakha em conversão. Os requisitos rituais tradicionais de milah (circuncisão, para homens) e t’vilah (imersão ritual num mikveh) são absolutamente são exigidos. Um curso abrangente de estudo de Lei Judaica, Práctica Judaica, Hebraico e História são obrigatórios, e a conversão só é completa depois de um Beit Din (Tribunal Religioso) determinar a sinceridade, convicção e conhecimentos do potencial converso.
O potencial converso deve ser Kabbalat Ol Mitzvot (aceita que as mitzvot são obrigatórias) que no mínimo todas as mitzvot são aceites em geral, e nenhuma rejeitada em particular. Rabbi Haim Ozer Grodenski, um dirigirente halákhico do princípio do sec. XX, escreve que “Se o candidato para conversão estipula que é isento de cumprir uma mitzvah ou outra, então ele não é aceite. Mas se não fizer tal estipulação, e meramente pensa que ele não executará todas as mitzvot por inconveniência, isto não o deixa inválido para conversão. (Responsa Ahiezer, Parte 3, No.26).
Em gerações recentes, maior parte dos rabinos Ortodoxos começaram a exigir que todos conversos prometessem viver uma vida de Shomer Mitzvot (totalmente observador de toda a Lei Judaica). Este requisito, apesar de louvável, foi rejeitado como desnecessário pelas Autoridades Judaicas desde o período Talmudico. (1) Os requisitos talmúdicos são simplesmente “Informamos o candidato para conversão de alguns mandamentos mais simples e mais severos, mas nós não nos alargamos nesta questão e não entraremos em detalhe” (Yevamot 47a-b).
A maior parte das autoridades Ortodoxas rejeitam conversões Conservadoras porque vêem o Judaísmo Masorti/Conservador como heresia, e assim a reivindicação que nenhum rabino Masorti/Conservador é capaz de servir um Beit Din. De facto, isto é uma questão meramente política, e de modo algum halákhica, pelo que se podem encontrar alguns rabinos Ortodoxos Modernos que aceitam conversões Conservadoras.
O nosso Beit Din é reconhecido pelo International Rabbinical Assembly e actualmente, aqueles que se convertem ao Judaísmo sob nossos auspícios têm o direito de imigrar para Israel sob a Lei do Retorno.
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(em actualização)
Para mais informações contacte-nos através do email: info@beitisrael.org


