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Assim escreveu Manuel Faria e Sousa…

Vivia-se em pleno século XVII, e D. Manuel Faria e Sousa, fundamentado no testemunho de um sacerdote jesuíta, descrevia sobre a degeneração da nobreza portuguesa, “contaminada” há muito pelo sangue judeu:

“Na História del Reyno de Portugal, quase todas as famílias nobres se tinham misturado por casamento com judeus sem impedimento”. Acrescentando ainda: “…Perigam na honra, bebem os erros no perigo, e são uma constante e perpétua mancha na nobreza…”.

Manuel Faria e Sousa foi escritor, poeta, crítico e historiador português, e uma figura muito pouco simpatizante pela causa dos cristãos-novos.

Ainda na primeira metade desse século, Manuel e Sousa é denunciado por adversários seus à inquisição espanhola e à inquisição de Lisboa, e o motivo foi de que nas suas obras, os textos eram considerados “menos catholicos”.


Nobreza portuguesa no século XVII