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	<title>Comunidade Judaica Masorti - Lisboa</title>
	<link>http://www.beitisrael.org</link>
	<description>A Kehilat Beit Israel, afiliada ao movimento Masorti é uma comunidade tradicional/conservadora situada no centro de Lisboa, que oferece uma mistura original entre tradição e modernidade. Somos tradicionais na prática com uma mentalidade contemporânea. As mulheres são contadas para minyan e participam livremente nos serviços.</description>
	<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 13:23:38 +0000</pubDate>
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		<title>Parashat Nitsavim-Vaielech</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 13:22:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Parashat haShavua]]></category>

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A vida é escolhida ou imposta?
Existe um mandamento ao mesmo tempo maravilhoso e misterioso: escolher viver. Na parashá da semana, que coincide sempre com o momento do ano pintado pela reflexão sobre a vida e a morte, das Grandes Festas, aparece o trecho que diz claramente: “Veja, entreguei diante de ti hoje a vida e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><break></break></p>
<p align="justify"><strong>A vida é escolhida ou imposta?</strong></p>
<p align="justify">Existe um mandamento ao mesmo tempo maravilhoso e misterioso: escolher viver. Na parashá da semana, que coincide sempre com o momento do ano pintado pela reflexão sobre a vida e a morte, das Grandes Festas, aparece o trecho que diz claramente: “Veja, entreguei diante de ti hoje a vida e o bem, a morte e o mal&#8230;. e escolherás pela vida”.</p>
<p align="justify">Embora seja esta uma mensagem muito alentadora, que nos puxa sem dúvida alguma para um enfoque positivo da vida como um valor digno de ser eleito, a aplicação prática do mandamento é misteriosa. A vida e a morte estão postas nas nossas mãos?! É simplesmente escolher?</p>
<p align="justify">Obviamente o mandamento não se refere apenas à situação de um médico que está prestes a salvar uma vida nem a uma pessoa que se encontra prestes ao suicídio ou à trivial situação de tomar ou não um medicamento vital.<br />
Os místicos diriam que certamente a alma escolhe entrar mesmo no corpo e viver uma vida terrena num contexto determinado de corpo, família e situação social e pessoal.</p>
<p align="justify">Os psicólogos sustentam que existe em todas as pessoas, em todas as situações, um Eros e um Tânatos, ou seja, uma força que tende à vida, a construir, a reparar, a melhorar, a criar; e outra que tende a destruir, a brigar, a matar e a morrer.</p>
<p align="justify">Se estas teorias estão certas, então o versículo resumiu certamente há milênios uma verdade existencial: certamente, tudo depende sim de nossas escolhas. Escolhemos em todas as ocasiões por maior ou menor quantidade e qualidade de vida. O grande desafio é em cada caso é saber o que agrega vida e o que a diminui, e principalmente que tipo de vida e para quem. Nem sempre a luta destrói e a aceitação constrói. Nem sempre o que agrega para um, agrega para o outro também. Às vezes a escolha pela vida consiste em continuar a insistir, a perseverar; e outras justamente no oposto - consiste em encerrar, em desistir e começar novos caminhos. Às vezes a escolha pela vida é ter a coragem de calar, de aceitar em silêncio, de pacificar e aclamar; e outras vezes justamente a vitalidade é possível apenas através da denúncia, da demanda e da reclamação que diz “aqui estou”.</p>
<p align="justify">A própria parashá no começo sugere uma fórmula para essa escolha. O texto diz: “atem nitsavim haiom, culchem”, que significa “vocês encontram-se hoje presentes em totalidade, todos vocês”. Sim, também na gramática hebraica e bíblica o som é raro. Por isso os comentaristas sugerem: em plenitude - em totalidade, tudo o que inclui vocês. O passado, o futuro, os desejos, os sonhos, as frustrações, as possibilidades. Tudo. Estar com tudo na plenitude da presença, na totalidade da essência pessoal. Isso é em cada caso escolher viver. Colocar em cada lugar e em cada momento nossa totalidade de forças, de capacidades, de habilidades, e escolher com todas elas presentes.</p>
<p align="justify">Que possamos nos preparar para os Grandes Dias que vêm com a coragem de escolher viver com presença total.</p>
<p align="right"><em>Shabat Shalom,<br />
Rabino Ruben Sternschein</em><br />
<break></break><br />
<break></break><br />
<break></break></p>
<p align="right"><em>[Copiado com a autorização da <a target="_blank" href="http://www.cip.org.br/"><font color="#0000ff">CIP – Congegração Israelita Paulista</font></a> , afiliada ao Movimento Masorti]</em></p>
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		<title>Barba-de-judeu</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 10:20:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sabia que ?]]></category>

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		<description><![CDATA[

Desconhece-se a razão do nome, no entanto ao conhecer melhor as várias descrições sobre esta planta talvez se encontre alguma justificação.




De nome científico, Saxifraga stolonídera, é uma das plantas rasteiras mais resistentes.Também conhecida por: Barba-de-judeu, mãe-de-mil-filhos.
Planta perene.
Originária da Ásia (Extremo Oriente).
O seu nome, Stolonífera, combina duas palavras em latim, que significam “rocha” e “partir”, daí [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><break></break><br />
<break></break></p>
<p align="justify"><span style="font-size: 12pt">Desconhece-se a razão do nome, no entanto ao conhecer melhor as várias descrições sobre esta planta talvez se encontre alguma justificação.<br />
</span><br />
<break></break></p>
<p><center><img src="http://www.beitisrael.org/wp-content/uploads/2009/07/barbadejudeu.jpg" /></center><br />
<break></break></p>
<p align="justify"><span style="font-size: 12pt">De nome científico, Saxifraga stolonídera, é uma das plantas rasteiras mais resistentes.Também conhecida por: Barba-de-judeu, mãe-de-mil-filhos.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: 12pt">Planta perene.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: 12pt">Originária da Ásia (Extremo Oriente).</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: 12pt">O seu nome, Stolonífera, combina duas palavras em latim, que significam “rocha” e “partir”, daí se deduz a resistência do seu sistema de raízes. Estas espalham-se à superfície do solo, facilitando o desenvolvimento de novos estolhos.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: 12pt">É óptima para utilizar como planta forrageira, ou para plantar na beira de um lago ou até mesmo em canteiros pequenos onde possamos pensar que “nada mais cresce”. Devido à sua resistência, desde que não lhe falte água, suporta até as geadas persistentes, e floresce sempre na Primavera.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: 12pt">É uma planta que possuí listas prateadas em fundo verde, e as suas flores são brancas salpicadas de rosa e amarelo, que transmite uma harmonia sublime.</span></p>
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		<item>
		<title>O Shofar e Rosh Hashanah</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 11:31:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Religião]]></category>

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		<description><![CDATA[


Rosh Hashanhah é o Dia do Julgamento, quando D’us começa a decidir sobre o nosso destino. Isto inclui um ritual importante que também dá a este dia o nome bíblico de &#8220;Yom Teruá&#8221;, o dia de soprar o shofar.

Nos tempos antigos, o shofar era usado em ocasiões solenes. A palavra shofar é mencionada pela primeira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><img src="http://www.beitisrael.org/wp-content/uploads/2009/09/banner.jpg" /></center><br />
<break></break></p>
<p align="justify"><span style="font-size: 12pt"><br />
Rosh Hashanhah é o Dia do Julgamento, quando D’us começa a decidir sobre o nosso destino. Isto inclui um ritual importante que também dá a este dia o nome bíblico de &#8220;Yom Teruá&#8221;, o dia de soprar o shofar.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: 12pt"><br />
Nos tempos antigos, o shofar era usado em ocasiões solenes. A palavra shofar é mencionada pela primeira vez em conexão à Revelação Divina no Monte Sinai, quando &#8220;a voz do shofar era forte e todo o povo do acampamento tremeu&#8221;. Assim, o shofar em Rosh Hashanah deve lembrar-nos a aceitação da Torá e das nossas obrigações decorrentes das suas Leis.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: 12pt"><br />
O shofar também era tocado quando o povo judaico lutava contra inimigos. Portanto, o shofar de Rosh Hashanah deve servir como um grito de guerra contra o inimigo interior, contra os impulsos negativos.<br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: 12pt"><br />
O shofar foi também tocado no ano de Yovel (Jubileu), anunciando a libertação da escravidão e da penúria. O som do shofar, no dia de Rosh Hashanah, deve ser também sinal de quebra das correntes de pecados, de maneira que possamos começar uma nova vida com o coração puro, sintonizado em servir a D&#8217;us.<br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: 12pt"><br />
O shofar é feito de um chifre de animal kosher.<br />
Qualquer chifre pode ser usado para o shofar, excepto vaca ou touro, pois estes chifres são chamados em hebraico de &#8220;keren&#8221; e não shofar, e também porque o chifre pode recordar o Bezerro de Ouro que os filhos de Israel fizeram no deserto, ao deixarem o Egipto. Não seria apropriada esta lembrança no dia de Rosh Hashaná, quando nos voltamos para o arrependimento.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: 12pt"><br />
Geralmente o shofar é feito de um chifre de carneiro, em memória do carneiro que foi oferecido em lugar de Isaac, que permitiu ser atado e colocado sobre o altar como um sacrifício a D&#8217;us.<br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: 12pt"><br />
O shofar deve ser curvo, para mostrar que devemos curvar-nos perante D’us. Não deve ser decorado com ouro, ou mesmo com pinturas. A única coisa permitida são  entalhes no próprio chifre.<br />
</span></p>
<p><center><img src="http://www.beitisrael.org/wp-content/uploads/2009/09/shofarot.jpg" /><br />
<strong>Tipos diferentes de shofarot</strong></center><br />
<break></break><br />
<break></break><span style="font-size: 12pt"><br />
<strong>Os toques:</strong><br />
O Shofar emite três sons característicos (<em>clique à direita do nome do toque para ouvir o som correspondente</em>):<br />
Tekiá<object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" align="bottom" width="22" height="22" codeBase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,29,0"></p>
<param name="_cx" value="582"></param>
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<param name="ProfileAddress"></param>
<param name="ProfilePort" value="0"></param>
<param name="AllowNetworking" value="all"></param>
<param name="AllowFullScreen" value="false"></param></object>:        um toque longo e contínuo.<br />
Shevarim<object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" align="bottom" width="22" height="22" codeBase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,29,0"></p>
<param name="_cx" value="582"></param>
<param name="_cy" value="582"></param>
<param name="FlashVars"></param>
<param name="Movie" value="http://www.kolshofar.com.br/tipos/tipo2.swf"></param>
<param name="Src" value="http://www.kolshofar.com.br/tipos/tipo2.swf"></param>
<param name="WMode" value="Window"></param>
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<param name="EmbedMovie" value="0"></param>
<param name="BGColor"></param>
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<param name="SeamlessTabbing" value="1"></param>
<param name="Profile" value="0"></param>
<param name="ProfileAddress"></param>
<param name="ProfilePort" value="0"></param>
<param name="AllowNetworking" value="all"></param>
<param name="AllowFullScreen" value="false"></param></object>: três toques interrompidos como soluços.<br />
Teruá<object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" align="bottom" width="22" height="22" codeBase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,29,0"></p>
<param name="_cx" value="582"></param>
<param name="_cy" value="582"></param>
<param name="FlashVars"></param>
<param name="Movie" value="http://www.kolshofar.com.br/tipos/tipo3.swf"></param>
<param name="Src" value="http://www.kolshofar.com.br/tipos/tipo3.swf"></param>
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<param name="Scale" value="ShowAll"></param>
<param name="DeviceFont" value="0"></param>
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<param name="Profile" value="0"></param>
<param name="ProfileAddress"></param>
<param name="ProfilePort" value="0"></param>
<param name="AllowNetworking" value="all"></param>
<param name="AllowFullScreen" value="false"></param></object>:        nove (ou mais) toques curtos, que se assemelham a um choro.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: 12pt">Estes sons do shofar evocam e expressam sentimentos de profundo pesar pelas más acções que cometemos no passado. É também uma conclamação às armas, como um tambor de guerra. O shofar convoca-nos a lutar contra tudo que impeça a prática do Judaísmo em sua plenitude: preguiça e negligência; contra a influência de maus amigos, etc., afirmando que todos os preceitos são dignos para que lutemos por eles. E mesmo se no passado não os tenhamos observado cuidadosamente, o shofar diz que nunca é demasiado tarde para começar. D&#8217;us sempre perdoa o passado ao tomarmos boas<br />
decisões para o futuro.<br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: 12pt">Os sons quebrados de Shevarim e Teruá lembram estes suspiros e gemidos abafados que penetram no coração, e servem para despertar a pessoa ao arrependimento e ao retorno. O Tekiá Guedolá – o último toque longo do shofar – soa como uma nota mais alegre e lembra o grande dia, quando o grande shofar será tocado para reunir do exílio todo o povo de Israel, com a chegada de Mashiach.</span></p>
<p><break></break><br />
<break></break></p>
<p><center><object width="445" height="364"></p>
<param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0jR20-0sy1Y&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;border=1"></param>
<param name="allowFullScreen" value="true"></param>
<param name="allowscriptaccess" value="always"></param></object><br />
<strong>Video com sequências dos vários toques com um shofar de antílope</strong></center><br />
<break></break></p>
<p align="justify"><span style="font-size: 12pt">A mensagem final do shofa é o perdão Divino. Por isso, o último som do shofar é um toque longo, a Tekiá Guedolá (grande toque). Este som não representa soluço, nem suspiro ou lamento, mas um grito de triunfo e alegria; pois estamos confiantes de que D&#8217;us aceitou o nosso arrependimento.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Factos e Figuras</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Aug 2010 15:39:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sabia que ?]]></category>

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		<description><![CDATA[

Isaac Almeida

Rabino turco de origem portuguesa, nascido na segunda metade do século XVII, morreu entre 1723 e 1739. Foi rabino na cidade de Constantinopla. Seu trabalho impresso, &#8220;iddushim-u-Sheelot Teshubot&#8221;, apareceu como um apêndice em &#8220;Shene ha-ha-YOTZER Hagedolim&#8221;, uma obra rara por Elijah ben Judah Covo (Constantinopla, 1739). Após a sua morte, seus escritos foram publicados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img align="right" src="http://www.beitisrael.org/wp-content/uploads/2010/08/judeus_turquia.jpg" style="margin: 17px" /><br />
<break></break></p>
<p align="justify"><span style="font-size: 12pt"><strong><font color="#800000">Isaac Almeida<br />
</font></strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: 12pt"><strong>Rabino turco de origem portuguesa, nascido na segunda metade do século XVII, morreu entre 1723 e 1739. Foi rabino na cidade de Constantinopla. Seu trabalho impresso, &#8220;iddushim-u-Sheelot Teshubot&#8221;, apareceu como um apêndice em &#8220;Shene ha-ha-YOTZER Hagedolim&#8221;, uma obra rara por Elijah ben Judah Covo (Constantinopla, 1739). Após a sua morte, seus escritos foram publicados por Joshua ben Joseph Chendali, e pelo seu filho Salomão Almeida. </strong></span></p>
<p><break></break><br />
<break></break><br />
<break></break><br />
<break></break><br />
<img align="right" src="http://www.beitisrael.org/wp-content/uploads/2010/08/bernardim_ribeiro.jpg" style="margin: 17px" /></p>
<p align="justify"><span style="font-size: 12pt"><strong><font color="#800000">Bernardim Ribeiro</font><br />
</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: 12pt"><strong>Poeta e escritor, nasceu no Alentejo provavelmente no ano de 1482, é hoje considerado um dos grandes poetas portugueses da nossa Renascença.<br />
Autor do texto &#8220;Menina e Moça&#8221;, uma referência na literatura portuguesa, foi também ele quem introduziu o &#8220;bucolismo&#8221; em Portugal.<br />
Frequentou palácios e a corte, amigos, teve-os como Sá de Miranda, Garcia de Resende, Gil Vicente, entre outros. Reza a lenda da sua permanência na Torre Real do Castelo dos Mouros em Sintra, onde em pleno isolamento buscava inspiração para suas composições. Embora tivesse vivido rodeado de mistério, o seu nascimento terá ocorrido no seio de uma família de judeus.</strong></span></p>
<p><break></break><br />
<break></break><br />
<break></break></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Parashat Ki Tavo</title>
		<link>http://www.beitisrael.org/?p=441</link>
		<comments>http://www.beitisrael.org/?p=441#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 16:31:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Parashat haShavua]]></category>

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		<description><![CDATA[
Os talentos e capacidades do ser humano são inatos ou aprendidos? A discussão sobre se o indivíduo já vem com uma “configuração original de fábrica” pré-programada ou se nasce como uma tabula rasa, com tudo por aprender, faz parte de memoráveis debates na história da filosofia e da psicologia, da medicina e da educação. Os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><break></break></p>
<p align="justify">Os talentos e capacidades do ser humano são inatos ou aprendidos? A discussão sobre se o indivíduo já vem com uma “configuração original de fábrica” pré-programada ou se nasce como uma tabula rasa, com tudo por aprender, faz parte de memoráveis debates na história da filosofia e da psicologia, da medicina e da educação. Os psicólogos comportamentais clássicos afirmavam que se os pais lhes confiassem uma criança bem pequena para educar, fariam dela o que os pais quisessem: um médico ou uma engenheira, por exemplo, pois para eles nada era herdado, tudo é aprendido. Por outro lado, há aqueles que defendem a importância dos talentos herdados, seja geneticamente, seja como herança espiritual, vinda dos pais, ou até de um povo inteiro.</p>
<p align="justify">A leitura da Torá desta semana incorpora justamente a tensão entre o herdado e o aprendido. Ela inicia com “quando você chegar à terra que o Eterno seu Deus lhe dá por <em>herança</em>, e você a <em>herdar</em>” (Deut. 26:1) e termina com “guardem os ditos desta aliança e os coloquem em prática, a fim de aprenderem em tudo o que fizerem” (Deut. 29:8). A palavra usada para “aprenderem”, <em>taskilu</em>, não é a mais comum de se encontrar na Torá. No dicionário, encontrei diversas definições para sua forma substantiva, <em>hascalá</em>: educação, escolaridade, conhecimento, sabedoria, erudição, iluminismo.</p>
<p align="justify"><em>Hascalá</em>. Este foi o nome do movimento surgido entre os séculos 18 e 19, conhecido como o Iluminismo Judaico. Nos tempos em que os judeus puderam deixar os guetos, épocas em que nossos antepassados lutaram por direitos iguais e de cidadania nos países em que viviam, os idealizadores de uma sociedade que integrasse os judeus entre seus cidadãos ficaram conhecidos como <em>maskilim</em>. O Iluminismo Judaico influenciou de forma decisiva em nossas vidas até hoje como judeus no mundo moderno, independente de nossas inclinações religiosas. Do debate sobre a vida judaica emancipada, podemos dizer que surgiram três tendências principais: (1) a dissolução na sociedade maior, com elevado índice de assimilação das novas culturas no país natal e abandono da herança judaica; (2) o movimento sionista, na busca da criação de um estado independente onde os judeus pudessem ser livres, em igualdade de condições com as demais nações; e (3) um processo de integração à cultura maior, mas com a preservação dos valores judaicos herdados. Desta última surgiram diversos movimentos que buscaram e ainda buscam responder ao desafio de se viver como judeu no mundo moderno, seja no Estado de Israel, como parte das nações do mundo, seja como judeus que vivem como minorias em seus respectivos países. Estes diversos caminhos buscam, cada um ao seu modo, dar a melhor resposta para lidar com a tensão entre a nossa herança judaica herdada e o mundo que nos rodeia e do qual fazemos parte.</p>
<p align="justify">Entre o primeiro e o último versículo da leitura da Torá, entre o herdado e o aprendido, há inúmeras técnicas de como lidar com esta tensão: escrever o que se herdou, cumprir rituais, explicar bem, advertir sobre recompensas e punições, escutar, apreender, praticar. Esta tensão constante me faz ler o termo <em>taskilu</em>, no último versículo, principalmente como a prática de <em>iluminar</em>. O aprendizado, o estudo, o debate travado em cada geração e em cada local joga sempre uma nova luz sobre Israel, nossa terra, tradição e herança, fazendo com que a vejamos por novos ângulos e possamos enxergar algo que não havíamos visto antes. Neste sentido, a haskalá, a iluminação ou iluminismo, amplia os horizontes da herança judaica e a torna ainda mais rica e valiosa para as gerações seguintes.</p>
<p align="justify">Não é fácil lidar com tensões. Por outro lado, ao enfrentar os conflitos, nós nos sentimos vivos e nos desenvolvemos, como pessoas e como judeus. Nas palavras de Maimônides, a versão de uma das bênçãos anteriores ao Shemá, em sua obra Mishnê Torá: “Dê aos nossos corações a capacidade de entender, <em>iluminar</em>: escutar, aprender e ensinar, apreender e colocar em prática, e cumprir todos os ditos do estudo da Tua Torá com amor.” (Sefer Ahavá, Seder Hatefilá 9)</p>
<p align="right"><em>Shabat Shalom!<br />
Uri Lam</em><br />
<break></break><br />
<break></break><br />
<break></break></p>
<p align="right"><em>[Copiado com a autorização da <a target="_blank" href="http://www.cip.org.br/"><font color="#0000ff">CIP – Congegração Israelita Paulista</font></a> , afiliada ao Movimento Masorti]</em></p>
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		<title>Parashat Ki Tetsê</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 19:11:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Parashat haShavua]]></category>

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		<description><![CDATA[

Estamos chegando aos últimos capítulos do livro de Devarim (Deuteronômio). Nesta semana lemos a parashá Ki Tetsê e nela encontramos leis que se referem ao indivíduo, sua família e seus vizinhos, além de diversas leis a respeito do bem-estar da mulher.
No início da parashá, há as normas que regram o casamento de um soldado israelita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img align="right" src="http://cip.org.br/img/uploaded/imagens/9/ki-tetse_2010.jpg" style="margin: 15px" /><br />
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<p align="justify">Estamos chegando aos últimos capítulos do livro de Devarim (Deuteronômio). Nesta semana lemos a parashá Ki Tetsê e nela encontramos leis que se referem ao indivíduo, sua família e seus vizinhos, além de diversas leis a respeito do bem-estar da mulher.</p>
<p align="justify">No início da parashá, há as normas que regram o casamento de um soldado israelita com uma prisioneira de guerra. Estão também as leis referentes à herança de um primogênito e os castigos para um filho rebelde. Em seguida, verificamos leis que se referem à propriedade de animais domésticos, vestimentas, casas e plantações de uva. Leis referentes a diferentes condutas sexuais são também relatadas neste trecho. Ki Tetsê também se refere à necessidade de se assistir aos desfavorecidos como os estrangeiros, órfãos e viúvas.</p>
<p align="justify">Podemos fazer uso de algumas leis que aparecem na leitura desta semana nos nossos dias. A seguir, relatamos alguns exemplos.</p>
<p align="justify"><strong>Como agir quando encontramos um objeto perdido?</strong><br />
Uma pessoa que acha um objeto perdido ou um animal e não tenta restituí-lo ao seu proprietário é considerado ladrão. O indivíduo que o encontrou precisa fazer um anúncio público e fica responsável pelo bem até que este seja restituído ao dono. O proprietário precisa ser capaz de descrever detalhes do objeto e comprovar a sua propriedade. Se não houver sinais que identifiquem o objeto encontrado, este será considerado sem dono (Tratado de Baba Metzia).</p>
<p align="justify"><strong>Tzaar Baalei Chaim</strong><br />
Para que uma ave não sofra, os seus ovos e seus filhotes não podem ser retirados na sua presença. Com base nesta lei foram desenvolvidas normas que protegem os animais de toda espécie de sofrimento.</p>
<p align="justify"><strong>A proibição de usar roupas do sexo oposto</strong><br />
Algumas autoridades rabínicas interpretaram esta regra e proibiram as mulheres de usarem calças porque, segundo estes mesmo rabinos, essas seriam vestimentas masculinas. Contudo, as regras da Torá precisam ser interpretadas à luz do tempo em que vivemos e hoje calças fazem parte tanto do vestuário feminino quanto do masculino. Da mesma maneira, um escocês que usa saias não está transgredindo nenhuma norma da Torá.<br />
<break></break><br />
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<p align="left"><em>Shabat Shalom<br />
Rabino Michel Schlesinger</em><br />
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<p align="left"><em>*A parashá da semana é acompanhada por uma ilustração original da aquarelista <a target="_blank" href="http://www.aquarelart.blogspot.com/"><font color="#0000ff">Rosália Lerner</font></a>.</em></p>
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<p align="right"><em>[Copiado com a autorização da <a target="_blank" href="http://www.cip.org.br/"><font color="#0000ff">CIP – Congegração Israelita Paulista</font></a> , afiliada ao Movimento Masorti]</em></p>
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		<title>Salomão Molcho</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Aug 2010 21:20:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Herança Judaica em Portugal]]></category>

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Salomão Molcho ou Molkho (1500 - 1532), nasceu em Lisboa e começou por se chamar Diogo Pires, era cristão-novo, e exerceu a profissão de escrivão da Casa da Suplicação durante o reinado de D. João III, (O Piedoso).
Diogo Pires regressa à fé dos seus antepassados após conhecer um judeu de nome David Reubeni *, um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img align="right" src="http://www.beitisrael.org/wp-content/uploads/2010/08/assinatura_molho.png" style="margin: 17px" /><br />
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<p align="justify"><span style="font-size: 12pt"><strong>Salomão Molcho ou Molkho (1500 - 1532), nasceu em Lisboa e começou por se chamar Diogo Pires, era cristão-novo, e exerceu a profissão de escrivão da Casa da Suplicação durante o reinado de D. João III, (O Piedoso).</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: 12pt"><strong>Diogo Pires regressa à fé dos seus antepassados após conhecer um judeu de nome David Reubeni *, um indivíduo algo misterioso que se intitulava príncipe dos judeus da Árabia. Este encontro ocorrido entre os dois parece ter sido frio e distante por parte de Reubeni em relação a Diogo Pires, mas o facto é que Reubeni impressionou este jovem português, que decide fazer a circuncisão nele próprio, deixando-o às portas da morte, mas passado este precalço, o retorno ao judaísmo e a mudança do seu nome era um facto consumado e definitivo, passará daí a diante a chamar-se Salomão Molcho.</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: 12pt"><strong>Molcho tem 24 anos e quer viver novas experiências e compensar anos perdidos, decide sair de Portugal, e dedica-se ao estudo da Torá e demais textos rabínicos, tornar-se-á num homem místico e seguidor da Cabala.</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: 12pt"><strong>Fez a sua peregrinação pessoal pelos locais da Europa onde viviam comunidades sefarditas de origem portuguesa e espanhola, em 1529 chegou a publicar sermões em hebraico, onde anunciava a vinda do Messias no ano de 1540.<br />
Vai à Turquia e à Palestina, onde visita a cidade santa de Safed, na Galileia, causando aí uma excelente impressão entre os locais.</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: 12pt"><strong>Regressa a Itália, e misteriosamente &#8220;acerta&#8221; na previsão da cheia do rio Tibre em Roma, a 8 de Outubro de 1530. Sua fama é enorme, judeus e conversos vêem nele um salvador das suas atribuladas vidas, mas a má sorte surge como uma sombra negra, Salomão Molcho é detido pelas autoridades religiosas italianas, é julgado por conversão ao judaísmo e condenado à morte. Dão-lhe a oportunidade de poupar a sua vida se Molcho regressar ao catolicismo. Com uma coragem e uma convicção admirável diz não, e morre como judeu na fogueira em 1532 na cidade de Mântua, norte de Itália.</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: 12pt"><strong>Ficou dessa época a tradição em Safed, que todos as sextas-feiras o espiríto de Molcho aparecia alegre e bem disposto, partilhando com todos os presentes a vinda do Shabat.</strong></span></p>
<p><break></break><br />
<break></break></p>
<p align="justify"><span style="font-size: 12pt"><strong>*</strong></span> David Reubeni chegou a ser recebido pelo papa Clemente VII em 1524, e pelo rei português D. João III em Almeirim, no ano seguinte.<br />
A proposta de Reubeni juntamente com Molcho, era esta:<br />
Os soberanos peninsulares com o apoio do Vaticano, forneceriam armas e logística aos milhares de cristãos-novos de Portugal e Espanha, comprometendo-se estes em libertar a Terra Santa do domínio muçulmano, em troca, este exército de &#8220;conversos&#8221; exigia o livre retorno ao judaísmo e ficar na terra prometida, livres de perseguições.<br />
D.João III fica inicialmente fascinado com a proposta, desta forma via-se livre de muitos milhares de cristãos-novos do reino, mas pensou melhor, e desconfiado de ver no futuro um exército hostil e com contas a ajustar, tirou o tapete, e este projecto tremendamente audaz acabou por não se concretizar.<br />
Reubeni acaba por ser preso em 1538, e será executado em Espanha em Setembro desse mesmo ano.<br />
<break></break><br />
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		<title>Parashat Shofetim</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Aug 2010 16:30:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Parashat haShavua]]></category>

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		<description><![CDATA[
Alguns dos assuntos mais relevantes da parashá
O fim e os meios
Muitas vezes realizamos o bem através de atos errados. Erramos na escolha dos meios ou mesmo quando não nos propomos a um bom objetivo, no fim atingimos um bem. A parashá da semana ordena: “Justiça, justiça perseguirás”. Ao repetir, explica Rashi, a Torá estabelece que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><break></break></p>
<p align="justify"><strong>Alguns dos assuntos mais relevantes da parashá</strong></p>
<p align="justify"><strong>O fim e os meios</strong><br />
Muitas vezes realizamos o bem através de atos errados. Erramos na escolha dos meios ou mesmo quando não nos propomos a um bom objetivo, no fim atingimos um bem. A parashá da semana ordena: “Justiça, justiça perseguirás”. Ao repetir, explica Rashi, a Torá estabelece que a justiça como fim deve ser alcançada por meios justos. Ambas as coisas são muito importantes: o fim e os meios. Um não é suficiente para justificar plenamente o outro. Devemos ter a melhor intenção e também a melhor ação. Os melhores meios e os melhores resultados. Quem olha apenas para os resultados perde a intenção do coração e a integridade da pessoa. Quem ficar apenas com os meios e as intenções perderá a realidade concreta.</p>
<p align="justify"><strong>Rigidez e dinamismo na Torá</strong><br />
O judaísmo procura fazer ao pé da letra? A parashá fala a respeito com uma frase ambivalente, com sentido duplo, duas respostas, sim e não: “Não te afastes do que te indicam nem à direita nem à esquerda”. A tradição interpreta que a resposta à pergunta inicial é <em>sim</em>, pois não podemos nos afastar nem à direita nem à esquerda; mas por outro lado a resposta é <em>não</em>, pois a Torá não diz <u>quem</u> são esses que nos indicam. Não se fala nem da Torá como indicador. Daí a tradição entendeu que a própria Torá espera que as gerações desenvolvam autoridades, sábios, rabinos, que façam a interpretação dinâmica e indiquem a aplicação correta. Ou seja, existe dinamismo na Torá para transformar e ser transformado, mas apenas com critérios e autoridades, com método e consciência. Com liderança responsável.</p>
<p align="justify"><strong>Formas de governo na Torá</strong><br />
Na parashá fala-se pela primeira vez das regulamentações sobre a nomeação de um rei. O rei deve ser do povo, deve se limitar à lei da Torá mais ainda do que qualquer outro para evitar todo tipo de arbitrariedade ou despotismo, e deverá ter limites claros quanto ao uso do patrimônio, uma vez que este é reconhecido como pertencente ao povo e não a ele. Na tradição interpretativa talmúdica e midráshica surge a discussão sobre se é uma mitsvá ou não nomear um rei; se é necessário ter um rei ou se a Torá apenas está regulamentando como fazê-lo caso queiramos um rei. A partir daí desenvolveram-se dois grandes modelos, tanto na Idade Média quanto na Modernidade. Um modelo centralista, que acredita na necessidade de poder − idéia de Maimônides na Idade Média e de Spinoza na Modernidade. O outro, que via no governo uma fraqueza passageira até que a humanidade evoluísse o suficiente para não precisar mais de governadores nem de governados. Esta é a ideia da anarquia religiosa de Abarbanel na Idade Média e de Buber na Modernidade: o ser humano desenvolverá sua razão, sua aética, sua moral e seu coração a ponto de ser afinado com o bem e não precisar de leis, polícia, exército, juízes nem presidentes.</p>
<p align="justify"><strong>Autenticidade</strong><br />
Nesta parashá aparece um mandamento maravilhoso por ser ao mesmo tempo óbvio e ao mesmo tempo, infelizmente, sempre relevante e pendente: seja autêntico com Deus. O próprio Deus, que é sempre visto como a consciência, a onisciência (que tudo sabe), a onipresença (que está em todo lado e vê tudo), espera que sejamos sinceros com Ele. Como se pudéssemos enganá-lo. Será que isso é possível? A Torá parece acreditar que tanto quanto enganarmos a nós mesmos. Ou talvez acredite que se trate de um mesmo ato: nós a nós mesmos.</p>
<p align="justify"><strong>Ecologia</strong><br />
Por último, nesta parashá estabelecem-se algumas regras mínimas para a situação inevitável de guerra. Diferente de outras religiões que têm guerra santa, no judaísmo a guerra é sempre um mal e, portanto, o último e o pior recurso. Uma vez que se esgotaram todos os demais e estamos numa guerra, pede-se para não acabar com as árvores que estiverem no front de batalha. Os sábios explicam que isso se deve a várias razões: as árvores não são culpadas, não têm a escolha de fugir do homem; ao matá-las, mata-se a si mesmo também, o próprio vencedor, pois este não poderá viver sem elas na terra conquistada.</p>
<p align="right"><em>Shabat Shalom<br />
Rabino Ruben Sternschein</em><br />
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<p align="right"><em>[Copiado com a autorização da <a target="_blank" href="http://www.cip.org.br/"><font color="#0000ff">CIP – Congegração Israelita Paulista</font></a> , afiliada ao Movimento Masorti]</em></p>
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		<title>Parashat Ree</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Aug 2010 14:18:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Parashat haShavua]]></category>

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		<description><![CDATA[
Nos últimos dias escutei tantas conversas sobre alegrias e tristezas, sobre estar no lugar certo no momento certo e no lugar errado na hora errada. Nelas as pessoas justificavam de modo convincente que não entendiam o porquê de seu sofrimento. Outras buscavam respostas em atos do passado. Outras ainda responsabilizavam terceiros por suas dores. Houve [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://cip.org.br/img/uploaded/imagens/9/ree_2010.jpg" style="margin: 15px" align="right" /><break></break>
<p align="justify">Nos últimos dias escutei tantas conversas sobre alegrias e tristezas, sobre estar no lugar certo no momento certo e no lugar errado na hora errada. Nelas as pessoas justificavam de modo convincente que não entendiam o porquê de seu sofrimento. Outras buscavam respostas em atos do passado. Outras ainda responsabilizavam terceiros por suas dores. Houve quem atribuísse a origem de seus problemas a Deus, por critérios obscuros. Mas o que mais me chamou a atenção foi a frequência com que, diante da mesma experiência, uns as encaravam como bênção e outros como maldição.</p>
<p align="justify">Conforme a psicologia da percepção, o sentido da visão é o mais estimulado, mexe com os sentimentos e influencia muito em nossas decisões. Mas nós não somos meros receptores de imagens. Cada um tem suas vozes internas, seus pensamentos. Quando vemos algo, esta imagem passa pelo filtro de nossas experiências, recheadas de sentimentos e lembranças. A questão de como isso ocorre leva pessoas diferentes a compreenderem um mesmo evento de modos às vezes opostos.</p>
<p align="justify">Nesta semana, ao estudarmos a Torá, encontramos Moisés diante de uma multidão, já muito próximos de Israel. O maior dos profetas orienta a sua gente sobre como encarar a vida na nova terra. Como diante de um quadro, ele descreve a todos a seguinte imagem: do vale do rio Jordão podem se observar dois montes: de um lado o monte Guerizim, que transpira vida e fertilidade; de outro o monte Eval, seco, rochoso, parece morto. O silêncio toma conta do povo. Não se escuta um respiro. Cada um olha, vê, observa. A visão é a mesma para todos, mas cada um escuta apenas a voz do próprio coração.</p>
<p align="justify">“Quando o Eterno levar você à terra para onde você irá a fim de herdá-la, entregará a bênção sobre o monte Guerizim e a maldição sobre o monte Eval.” Israel, vale à pena lembrar, não é o Jardim do Éden nem nunca será. Terra que emana leite e mel, mas também de povos que os israelitas percebem como gigantes e ameaçadores. Terra de bênçãos, mas também de guerras e de morte. Terra que viria a se tornar um dos mais importantes centros espirituais do mundo, mas também um dos mais delicados locais de conflito do planeta.</p>
<p align="justify">Ainda assim, a porção da Torá garante: quem escutar as leis de Deus será abençoado, mas quem não as escutar será amaldiçoado. Pergunta: quantas vezes encontramos pessoas boas, éticas, dedicadas à família, aos amigos e à comunidade, que parecem respirar o ar seco do monte Eval? E por que gente pouco disposta a viver de modo digno, generoso e franco parece se divertir entre os bosques abençoados do monte Guerizim?</p>
<p align="justify">O rabino H. Kushner, em seu livro “Quando Coisas Ruins Acontecem às Pessoas Boas”, defende que há um espaço na vida ocupado pela fatalidade, sem conexão direta com a nossa postura diante da vida e independente da vontade de Deus. A questão é como reagimos a estas fatalidades. Por que às vezes escutamos bênçãos e damos as costas, por não nos acharmos merecedores? E como fazem aqueles que escutam o que parecem ser maldições e dão a volta por cima? Para o rabino S.R.Hirsch, a benção e a maldição não estão condicionadas a circunstâncias externas, mas sim às nossas disposições internas. Do vale nós vemos a aparência dos montes – um parece abençoado e outro amaldiçoado, mas as aparências podem enganar. Por outro lado, o que escutamos será uma benção ou uma maldição, dependendo da predisposição com que escutarmos.</p>
<p align="justify">Que possamos sempre escutar as vozes do mundo com autoconfiança, inspiração divina e apoio de nossos familiares, amigos e membros da comunidade. “E sejam felizes diante do Eterno seu Deus” (Devarim 12:12)</p>
<p><break></break><break></break>
<p align="right"><em>Shabat Shalom,Uri Lam</em><break></break><break></break></p>
<p align="right"><em>[Copiado com a autorização da <a href="http://www.cip.org.br/" target="_blank"><font color="#0000ff">CIP – Congegração Israelita Paulista</font></a> , afiliada ao Movimento Masorti]</em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Parashat Ekev</title>
		<link>http://www.beitisrael.org/?p=435</link>
		<comments>http://www.beitisrael.org/?p=435#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 12:13:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Parashat haShavua]]></category>

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		<description><![CDATA[

A Torá nos conta, na parashá desta semana, que Moshé jejuou nos dias que esteve falando com Deus no monte Sinai. Assim declarou Moisés: “Pão não comi e água não bebi (9:9, 9:18).
Na presença de Deus, nosso líder vivia uma experiência espiritual muito intensa. É compreensível que não tenha comido e também não tenha bebido. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img align="right" src="http://cip.org.br/img/uploaded/imagens/9/ekev_2010.jpg" style="margin: 15px" /><br />
<break></break></p>
<p align="justify">A Torá nos conta, na parashá desta semana, que Moshé jejuou nos dias que esteve falando com Deus no monte Sinai. Assim declarou Moisés: “Pão não comi e água não bebi (9:9, 9:18).</p>
<p align="justify">Na presença de Deus, nosso líder vivia uma experiência espiritual muito intensa. É compreensível que não tenha comido e também não tenha bebido. Sua concentração deveria ser tão grande que não teve tempo para pensar em suas necessidades físicas. Seu espírito estava sendo alimentado pelas palavras de Deus.</p>
<p align="justify">Segundo o midrash, existe algo muito interessante no fato de Moisés não ter comido durante sua visita às alturas celestiais. Nossos sábios nos explicam que Moshé não comeu e não bebeu porque agiu como os habitantes daquele lugar.</p>
<p align="justify">No céu não há comida e nem bebida. Os anjos de Deus não comem e não bebem e Moshé portou-se da mesma maneira. Não comeu e não bebeu. Em respeito aos habitantes do céu, Moisés aceitou aquilo que era o costume local e agiu como os anjos.</p>
<p align="justify">Para reforçar esta tese, o midrash nos lembra de outra passagem bíblica. Quando anjos vieram visitar nossos patriarcas Avraham e Sara, foram recebidos com comida e bebida. Assim, temos um exemplo oposto. Anjos do céu quando descem a terra, também se comportam como os habitantes locais. Como o costume aqui na terra é de comer e beber, os anjos também comeram e beberam embora não fosse esta a prática vigente nas alturas celestiais.</p>
<p align="justify">Assim está escrito no midrash: Lá em cima (no céu), onde não há bebida e comida, subiu Moisés às alturas (para receber a Torá e não comeu); porém embaixo (na terra), onde há comida e bebida, desceram os três anjos (do céu à casa dos nossos patriarcas Avraham e Sara) e comeram, conforme foi dito: “e ele (Abraão) colocou-se com eles sob a árvore e comeram (Gên. 18:8)”.<br />
Existe um conceito judaico que se chama minhág hamacom, o costume local. Segundo esta idéia, uma pessoa que visita outro lugar deve respeitar os costumes daquele local e agir como aqueles habitantes.</p>
<p align="justify">Assim, por exemplo, temos o costume de ficar em pé durante o Shemá Israel na nossa comunidade. Em diversas comunidades o costume é realizar essa oração sentado. Se alguém visita a CIP deve agir como nós fazemos. Se, da mesma forma, nós visitamos uma comunidade em que se recita o Shemá sentado, assim devemos fazer.</p>
<p align="justify">Esta forma de comportamento expressa o pluralismo de nossa religião. Acreditamos que existe mais de uma verdade. O que vale para mim não é, necessariamente, válido para os outros e vice-versa. Assim, quando eu sou convidado em outra cidade, outra comunidade ou outra família, devo abrir mão dos meus costumes e agir com flexibilidade. Em sinal de respeito àqueles que me recebem devo agir como eles.<br />
Será que existe um limite para esta flexibilidade? É claro que sim. Não vou ajoelhar porque estou em uma Igreja ou uma Mesquita porque isto fere um princípio fundamental da minha religião.</p>
<p align="justify">Assim, é possível afirmar que o judaísmo prevê a criação de uma sociedade pluralista. Sociedade em que diversas verdades podem coexistir. Desta maneira, o indivíduo deve abrir mão de seus costumes quando se encontra entre pessoas que tem costumes diferentes. No entanto, valores fundamentais não devem ser abandonados em função da atitude de nossos anfitriões.</p>
<p align="justify">A interpretação dos rabinos do jejum de Moshé nos dias que esteve diante de Deus, no cume do Monte Sinai, nos traz uma importante lição. Nós também atingiremos o topo do Monte Sinai e encontraremos Deus no momento que interiorizarmos a lição de que diversas verdades podem coexistir sem que uma prevaleça sobre a outra. Nosso desafio cotidiano é buscar o equilíbrio e viver de forma pluralista. Se até os anjos comem quando nos visitam, nós podemos “jejuar” para estar mais perto de Deus.</p>
<p align="right"><em>Shabat Shalom<br />
Rabino Michel Schlesinger</em><br />
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<p align="left"><em>*A parashá da semana é acompanhada por uma ilustração original da aquarelista <a target="_blank" href="http://www.aquarelart.blogspot.com/"><font color="#0000ff">Rosália Lerner</font></a>.</em></p>
<p><break></break><br />
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<p align="right"><em>[Copiado com a autorização da <a target="_blank" href="http://www.cip.org.br/"><font color="#0000ff">CIP – Congegração Israelita Paulista</font></a> , afiliada ao Movimento Masorti]</em></p>
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