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Artigos pertencentes ao tema ‘Herança Judaica em Portugal’

Salomão Molcho

Salomão Molcho ou Molkho (1500 - 1532), nasceu em Lisboa e começou por se chamar Diogo Pires, era cristão-novo, e exerceu a profissão de escrivão da Casa da Suplicação durante o reinado de D. João III, (O Piedoso).
Diogo Pires regressa à fé dos seus antepassados após conhecer um judeu de nome David Reubeni *, um […]



Juda o Crente

“Auto-de-fé”,de Franco Rissi, 1683

No Museu Britânico encontra-se conservado um manuscrito que relata um auto-de-fé realizado em Valladolid em 1644, Espanha, e aqui abro uma excepção, porque não se trata de algo referente a Portugal, mas devido há singularidade do acontecimento, resolvi partilhar convosco o sucedido a um homem admirável de nome Lope Alarcón, mártir do […]



Autênticos Tesouros

Entre os muitos danos irreparáveis que acarretou para Portugal o decreto de expulsão de 1496, um deles foi na saída do país de livros extraordinários, não só pelo seu grande valor religioso ou sua importância literária, mas também pela imensa riqueza artística que possuiam.
Destaco aqui para alguns exemplos de iluminuras e manuscritos hebraicos que saíram […]



Lembrar Uriel da Costa

“Uriel da Costa com o jovem Baruch Espinoza”, de Samuel Hirszenberg, 1908

Uriel da Costa nasce na cidade do Porto em 1585, e morre em Amesterdão em 1640, (ano da restauração da independência de Portugal).
Filho de “conversos”, foi baptizado como Gabriel da Costa, tendo recebido desde muito cedo uma educação esmerada, e bastante religiosa.
Em 1600 matriculou-se […]



Vilarinho dos Galegos, uma exclusividade no panorama transmontano ?

Não, de facto não o é, e não será de modo nenhum uma situação única no que respeita há presença dos anussim a nível regional.

Trás-os-Montes até pela sua localização geográfica, sempre foi uma espécie de “abrigo seguro” para as suas gentes, e uma barreira difícil de transpor até para os próprios emissários do Santo Ofício.
Por […]



Informação suplementar ao Passeio pela Sintra Judaica

A primeira referência à judiaria de Sintra, remonta ao século XII. Era uma pequena comunidade, tinha rabino, tabelião, porteiro, e uma só rua.
A sinagoga aparece numa carta de aforamento em 1407.
Esta comuna teve um relativo crescimento devido há necessidade de ferrar o cavalo, e ao aumento da produção económica da localidade.
A partir do ano de […]



Brazões

É indescutível a marca da simbologia cristã, ou mesmo a islâmica, nos brazões das nossas cidades, nas vilas, e aldeias de Portugal.
O que é praticamente esquecido, é a presença de símbolos judaicos em alguns brazões, que de norte a sul do país perduram como testemunhos fortes da permanência deste povo em terras nacionais, e que […]



A nação portuguesa na Nova França

Após a instalação do Santo Ofício em Portugal, corria o ano de 1536, assistiu-se a uma nova vaga na saída de cristãos-novos para outras paragens. A França foi um desses destinos, tornando-se refúgio para muitas famílias portuguesas.
Cidades como Marselha, Toulouse, Rouen, Nantes e Paris, mas sobretudo Bayonne e Bordéus, receberam centenas de judeus portugueses, originando […]



Expressões e costumes - II Parte‏

Inquisição pintada por Goya

Dando continuação ao tema do mês de Junho, darei por concluido neste texto a divulgação de expressões ligadas há memória colectiva de todo um país, em relação ao judaísmo, aos judeus, aos cristãos-novos e actos inquisitoriais:

Rua dos Tinhosos - nome algumas vezes atribuído pelos cristãos, à rua principal da judiaria.
O judeu dos […]



A marca da segregação

Foi no IV Concílio de Latrão em 1215, que se impôs aos judeus a obrigação de se distinguirem da restante população cristã, no uso sob pena de castigo de não o fazerem, na colocação de um pedaço de pano amarelo em suas vestes, e na utilização do barrete de tipo frígio, passando desde então a […]